Escola de Brasília vai exigir Tablet e banir livro de papel
Aos poucos, as estantes cheias de livros devem desaparecer do cenário das escolas. Mochilas pesadas também serão coisa do passado. Esse item que os dicionários ainda definem como "coleção de folhas de papel" não será mais indispensável para a instrução. Chegará a vez dos livros eletrônicos, os chamados e-books, que ganham espaço dentro e fora da sala de aula, dividindo opiniões.
Em Brasília, esse movimento já começou. No Centro Educacional Sigma, em 2012 a mudança será radical para os alunos do primeiro ano do ensino médio. "Eles vão deixar de ter livros de papel, o material escolar será o tablet", anuncia André Frattezi, coordenador do ensino médio da escola.
Ele explica que cada aluno deverá comprar o tablet de sua preferência e baixar um aplicativo para adquirir os livros, que estarão disponíveis nas duas plataformas que existem atualmente no mercado (Android e iOS). O material digital que os alunos passarão a utilizar está sendo produzido com a metodologia exclusiva do colégio por uma equipe de professores. "Os livros oferecidos pela maioria das editoras estão mais voltados à realidade do Rio de Janeiro e de São Paulo e sempre tivemos de completá-los com apostilas adaptadas à situação de Brasília; por isso, decidimos desenvolver todo o material", explica o professor.
A novidade divide opiniões de pais e alunos. "Não ter mais livros de papel é um exagero; é claro que é ótimo ter o auxílio de tablets em sala de aula, mas acho que eles apenas complementam, não substituem", diz Nágela de Souza, 44 anos, mãe de um adolescente de 15.
Clediomar dos Santos, 45 anos, pai de Natália, 16, não concorda. "Acho uma boa essa novidade aí, as tecnologias sempre vêm para somar, não vejo graça nenhuma em livro", afirma. A menina observa o pai falar e imediatamente balança a cabeça em gesto negativo. "Eu prefiro muito mais os livros, que mantêm o nosso foco e têm um único objetivo, vai ser difícil controlar se os alunos estão mesmo estudando enquanto mexem nos seus tablets durante a aula", opina.
Um grupo de estudantes discute o assunto fora do colégio. "Vai virar todo mundo vagabundo", brinca Lucas de Freitas, 17, arrancando risos dos colegas. Átila Coelho, 15, apoia a iniciativa, mas se diz receoso. "Imagina se dá problema na rede, na internet, vamos ficar todos sempre dependentes da tecnologia?" Com seu tablet a tiracolo, Suzana Araújo, 15, tenta fazer um balanço, mas também não se declara 100% a favor. "Gastamos muito com livros e, se os digitais serão mais baratos, é um ponto positivo, mas gosto de ter livros e acho que acabar com eles não vai dar certo", diz.
Frattezi garante que o material para os tablets será substancialmente mais barato, 60% a 70% do que custam os livros convencionais. Ele diz que o Sigma é o único colégio no País a fazer a experiência da substituição completa dos livros de papel e espera que dê certo. "A ideia é aplicar a medida a uma série a mais a cada ano; em 2013 pretendemos que também o ensino fundamental esteja adaptado a essa nova realidade."
Com o professor
No grupo de ensino Galois, a novidade para 2012 são os quadros interativos, tipo de tablet em dimensões muito maiores, com acesso à internet, afixado à parede, para o uso do professor. "Não vamos dar as costas para a modernidade, mas acreditamos mais na eficácia da tecnologia nas mãos do professor; na mão do aluno seria mais uma dispersão", justifica Marcello Lasneaux, diretor pedagógico do colégio Galois.
No pré-vestibular já existem sete dessas lousas interativas sendo usadas e no ensino médio um auditório recebe aulas episódicas com o uso do instrumento. Para o ano que vem, 16 quadros a mais foram adquiridos para atender 600 alunos do ensino médio. O investimento foi de cerca de R$ 10 mil por lousa.
Ao 247, o Ministério da Educação informou, por meio da assessoria de imprensa, que não há recomendação ou restrição sobre o uso de tablets e novas tecnologias nas escolas particulares. (Correio Web)
Em Brasília, esse movimento já começou. No Centro Educacional Sigma, em 2012 a mudança será radical para os alunos do primeiro ano do ensino médio. "Eles vão deixar de ter livros de papel, o material escolar será o tablet", anuncia André Frattezi, coordenador do ensino médio da escola.
Ele explica que cada aluno deverá comprar o tablet de sua preferência e baixar um aplicativo para adquirir os livros, que estarão disponíveis nas duas plataformas que existem atualmente no mercado (Android e iOS). O material digital que os alunos passarão a utilizar está sendo produzido com a metodologia exclusiva do colégio por uma equipe de professores. "Os livros oferecidos pela maioria das editoras estão mais voltados à realidade do Rio de Janeiro e de São Paulo e sempre tivemos de completá-los com apostilas adaptadas à situação de Brasília; por isso, decidimos desenvolver todo o material", explica o professor.
A novidade divide opiniões de pais e alunos. "Não ter mais livros de papel é um exagero; é claro que é ótimo ter o auxílio de tablets em sala de aula, mas acho que eles apenas complementam, não substituem", diz Nágela de Souza, 44 anos, mãe de um adolescente de 15.
Clediomar dos Santos, 45 anos, pai de Natália, 16, não concorda. "Acho uma boa essa novidade aí, as tecnologias sempre vêm para somar, não vejo graça nenhuma em livro", afirma. A menina observa o pai falar e imediatamente balança a cabeça em gesto negativo. "Eu prefiro muito mais os livros, que mantêm o nosso foco e têm um único objetivo, vai ser difícil controlar se os alunos estão mesmo estudando enquanto mexem nos seus tablets durante a aula", opina.
Um grupo de estudantes discute o assunto fora do colégio. "Vai virar todo mundo vagabundo", brinca Lucas de Freitas, 17, arrancando risos dos colegas. Átila Coelho, 15, apoia a iniciativa, mas se diz receoso. "Imagina se dá problema na rede, na internet, vamos ficar todos sempre dependentes da tecnologia?" Com seu tablet a tiracolo, Suzana Araújo, 15, tenta fazer um balanço, mas também não se declara 100% a favor. "Gastamos muito com livros e, se os digitais serão mais baratos, é um ponto positivo, mas gosto de ter livros e acho que acabar com eles não vai dar certo", diz.
Frattezi garante que o material para os tablets será substancialmente mais barato, 60% a 70% do que custam os livros convencionais. Ele diz que o Sigma é o único colégio no País a fazer a experiência da substituição completa dos livros de papel e espera que dê certo. "A ideia é aplicar a medida a uma série a mais a cada ano; em 2013 pretendemos que também o ensino fundamental esteja adaptado a essa nova realidade."
Com o professor
No grupo de ensino Galois, a novidade para 2012 são os quadros interativos, tipo de tablet em dimensões muito maiores, com acesso à internet, afixado à parede, para o uso do professor. "Não vamos dar as costas para a modernidade, mas acreditamos mais na eficácia da tecnologia nas mãos do professor; na mão do aluno seria mais uma dispersão", justifica Marcello Lasneaux, diretor pedagógico do colégio Galois.
No pré-vestibular já existem sete dessas lousas interativas sendo usadas e no ensino médio um auditório recebe aulas episódicas com o uso do instrumento. Para o ano que vem, 16 quadros a mais foram adquiridos para atender 600 alunos do ensino médio. O investimento foi de cerca de R$ 10 mil por lousa.
Ao 247, o Ministério da Educação informou, por meio da assessoria de imprensa, que não há recomendação ou restrição sobre o uso de tablets e novas tecnologias nas escolas particulares. (Correio Web)
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