Antes de morrer, cinegrafista rezou no trajeto até a favela
Apesar de pouco religioso e da vasta experiência em coberturas policiais, o repórter cinematográfico Gelson Domingos da Silva, 46 anos, rezou durante todo o percurso da emissora até chegar a Antares. Foi o que familiares contaram ter ouvido da equipe que o acompanhou na operação.
Nos anos 90, Gelson passou pela Record e pelo SBT. Há cerca de 10 anos, integrou a equipe da TV Brasil, e na emissora conquistou junto um Prêmio Vladimir Herzog de Anistia e Direitos Humanos, com o trabalho Pistolagem, sobre assassinatos no Nordeste do Brasil. Nos últimos dois meses, conciliava a estatal com a TV Band, no programa ‘Brasil Urgente Rio’.
Filho mais velho de seis irmãos, Gelson deixou três filhos — de 16, 20 e 22 anos —, dois netos e a mulher, Edilene Domingos, 40. “Ele era como um pai para nós. Sempre disposto a ajudar todo mundo”, conta o irmão Jair da Silva Domingues, 41.
O Grupo Bandeirantes divulgou uma nota oficial, em que a emissora lamenta a morte do funcionário. “O Grupo Bandeirantes lamenta a morte do seu funcionário Gelson Domingos, de 46 anos, na manhã deste domingo”. A Associação Brasileira de Imprensa (ABI) também emitiu nota lamentando a morte. O enterro será hoje.
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