Ponderando as tempestades financeiras que atingem a Europa e os Estados Unidos, Seth Zalkin, um banqueiro americano casualmente vestido, bebia um cafezinho e parecia contente com sua decisão de se mudar para o Brasil em março com sua esposa e filho.
"Se o resto do mundo está desabando, este é um bom lugar para se estar", disse Zalkin, 39.
Para aqueles que não tem a menor memória da crise de dívida do Brasil na década de 1980, a ordem global virou de cabeça para baixo. A economia dos Estados Unidos pode estar rastejando, mas o Brasil teve a sua mais rápida taxa de crescimento em mais de duas décadas no ano passado e o desemprego está em níveis historicamente baixos, parte da transformação do país de uma loucura inflacionária para um dos principais investidores de Washington.
Com salários que rivalizam os de Wall Street, tantos banqueiros, gestores de fundos hedge, executivos de petróleo, advogados e engenheiros estrangeiros têm se mudado para o país que os preços dos melhores escritórios superaram os de Nova York este ano, tornando o Rio a cidade mais cara nas Américas para locação, de acordo com a empresa imobiliária Cushman & Wakefield.
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